sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Jantinha com os apóstrofos


Antes de qualquer risada, quero realçar que se eu fosse o professor do aluno que deu mote a este post, estava preocupadíssimo porque, preocupado estou eu na qualidade de concidadão deste miúdo.

É caso para dissecar se o erro é dele. Na minha opinião, não é. E, a lista de réus deste "tribunal" bloguista era extensa se eu a elaborasse.

Como não há "condenações" pela riqueza de cultura deste miúdo, o filho dele, se o vier a ter (mais valia que não), das duas uma: ou vai ser um individuo com oportunidades de se valorizar culturalmente porque, o pai - autor da resposta - tem inatamente bom senso e percebe a diferença entre ser culto e não ou, vai herdar uma postura de astenia cultural, à semelhança dos tempos da escravatura em que filho de escravo, escravo seria.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Filantropia

Neste mundo que se visa, quase em exclusivo, o lucro imediato e o esforço alheio, foi como vitamina a notícia abaixo transcrita num boletim de café, logo pela manhã. Por um lado angustiou-me pelas minhas / nossas atitudes egoístas por outro, foi como lufada de ar fresco ao perceber que ainda há gente com sentido de inter-ajuda.

A notícia:
Uma mãe solteira, que tem três trabalhos para conseguir manter um telhado sobre a sua cabeça e as das suas duas filhas adolescentes, perdeu esse telhado quando inesperadamente ele se desmoronou. Infelizmente, Christina Keller de Alberta, no Canadá, descobriu que a sua companhia de seguros não iria pagar para arranjar o telhado. O seu problema foi anunciado no jornal da localidade, e, felizmente dois biscateiros viram a história e ofereceram-se para ajudar. Os dois homens, Trent Maclsaac e Mike Gaensslem, que não se conheciam, eram uns bons rapazes que não gostavam de ver uma mãe tão trabalhadora ficar em dificuldades. Quanto a Keller, está tremendamente grata e espera um dia puder vir a ajudar alguém da mesma forma que a ajudaram a ela.

in Coffee News


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Carta de vinhos, Cerejeiras




Peço desculpa a quem seguia esta rubrica e, até hoje, se podia deliciar por um único sabor. Hoje apresento um vinho corrente da estremadura contudo, o seu sabor não é o comum dos vinhos desta região. Eu, como simples apreciador, acho que essa diferença se deve à casta "Castelão".

É um vinho de sabor agri-frutado ou seja, com a base caracteristica de um vinho da estremadura (ácido) e um frutado à semelhança dos vinhos Baixo Douro / Beiras.

Cerejeiras Regional Tinto é produzido pela Companhia Agrícola do Sanguinhal, Bombarral.

Óptimo para acompanhar carne e mesmo peixe, principalmente, azuis (gordos). Na minha tabela de uma a cinco estrelas, dou-lhe 4.





O vinho e demais bebidas com álcool são para degustação e ajuda na composição de sabores, não são para matar a sede.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Carta ao Mathis, de Francisco Seixas da Costa

Poderia editar a carta sem qualquer comentário meu. Estaria tudo dito ou por outra, a mensagem estava dada. Mas, angustiantemente, como o ser humano é de visões curtas quando estão em jogo os sentimentos, interesses, orgulhos, bem estar, esforço, humanidade, produtividade, cooperação, altruísmo enfim, tantas posturas que a ninguém faria mal mas sim bem, e isso só porque somos uma sociedade dividida e explicada biblicamente pelo episódio da "Torre de Babel", decidi escrever estas linhas para me juntar à indignação, não da directora da escola, sim à estupidez e egoísmo humano que não aprende que o bem estar do semelhante é o bem estar próprio e levou, muito bem, a directora, a tomar a melhor opção para evitar "motins infantis", ao proibir Mathis de entrar na escola com a camisola da selecção portuguesa.

Ao Mathis: desejo que continues a sentir-te orgulhoso das tuas nacionalidades!

Ao Sr. Embaixador Francisco Costa: obrigado pela bonita carta e muito pedagógica!

Aos nossos pares terráqueos: sejamos tolerantes e educados!

Aos franceses: o nosso ascendente e vosso Rei Roberto II trisavô do nosso primeiro monarca e fundador do reinado português, D. Afonso Henriques, não deveria ficar orgulhoso por no País dele ainda lidarmos assim uns com os outros.


A carta do Embaixador Francisco Seixas da Costa:




Olá, Mathis


Soube há pouco, por um jornal, que não te deixaram entrar na escola, aqui em França, porque levavas vestida a camisola da seleção portuguesa. Os teus pais, ao que parece, ficaram aborrecidos com isso.

Queria dizer-te que não deves ficar preocupado com o que aconteceu. Pelos vistos, o objetivo da direção da tua escola foi evitar a possibilidade de outros meninos, de várias nacionalidades - a começar pelos franceses -, poderem meter-se contigo e criar alguma confusão. Se calhar, na tua escola, há meninos da Coreia do Norte...

É muito bom que tenhas sentido orgulho em usar a nossa camisola. A França é o país onde vives mas, como se viu, Portugal é o país que trazes no teu coração. É aqui que, provavelmente, irás fazer a tua vida, no futuro, mas isso não te torna menos português. A França é uma terra onde há muita gente que veio de outros países, como de Portugal, à procura de oportunidades para trabalhar. A França deu-lhes essa possibilidade e os portugueses retribuíram com o seu esforço, com a sua seriedade e a sua honestidade, para a riqueza da sociedade francesa. E aqui estão, também em sua casa. Ninguém deve nada a ninguém. E tu és a melhor prova do sucesso da integração dos portugueses em França, com a tua mãe francesa e o teu pai luso-descendente.

Os portugueses que aqui vivem devem ser sempre leais para com a França que os acolhe, da mesma maneira que a França tem de aceitar que tu, tal como os outros meninos que se sintam ligados a Portugal, possam mostrar isso, nas ruas ou nas camisolas. Pode discutir-se se a escola é o lugar mais indicado para andar com as camisolas da nossa seleção, mas, aos teus amigos de cá, deves lembrar que foi a Revolução Francesa, aquela que está na bela "La Marseillaise", que ensinou o mundo a lutar pela liberdade, a defender a igualdade entre todos e a demonstrar a nossa fraternidade perante os outros.

Para ti, caro Mathis, quero deixar-te um abraço bem lusitano e um convite para, um destes dias, vires, com os teus pais, visitar a Embaixada. E também espero que, qualquer que seja o resultado que a seleção portuguesa venha a ter no Mundial, tragas vestida a camisola das quinas. É que nós, os portugueses, temos por tradição ser muito orgulhosos do nosso país, tanto nos bons como nos maus momentos.

Francisco Seixas da Costa

in http://duas-ou-tres.blogspot.com/2010/06/carta-ao-mathis.html

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dentadas da vida


Reparem na maçã com a primeira dentada! Linda, suculenta, aparentemente deliciosa. É como a nossa vida!

Não quero dizer que quem tem mais idade não tenha os atributos de uma juventude. Por vezes aliás, na maioria dos casos, têm até mais encanto e charme. Mas uma coisa é certa, a vida é efémera! Quantos não ouvimos dizer: "Se eu tivesse aquela idade...", "Aproveite agora, que era o que eu deveria ter feito...", "Então você é tão novo/a e já está com essa postura...", para além de casos ridículos em que se comenta: "Olha, está a querer fazer as loucuras que não fez em novo...", "Agora com aquela idade é que se foi meter com as(os) miúdas(os)...".

A beleza da vida é para ser degustada a cada dentada, não estar à espera que a próxima lhe saiba melhor.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"...quanto mais ladrões, mais queridos, mais simpáticos..."

O título não são palavras minhas. Minhas, fico-me só com estas e, mais estas: Grande MULHER! porque, não é fácil ser assim, nem vai ser fácil...